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Aquífero Guarani com demarcação ampliada
Atualizada 2 de Abril de 11 |  Comentários -   E-mail | Imprimir | Permissões e Reproduções | Assine matérias como esta Siga Jornal de Araraquara no Twitter

Comissão de Estudos Ouro e Chácara levará nova proposta ao COMPUA a fim de estudar formas de proteção. Esteve reunida no Plenário da Câmara de Araraquara com a coordenação do vereador Elias Chediek para encontrar melhor elaboração de um projeto no encontro do Conselho Municipal de Planejamento Urbano COMPUA, grupo responsável pela revisão do Plano Diretor.

A criação da Comissão ocorreu após mudanças no Plano Diretor que alteraram o contorno da zona de proteção do aquífero no município. O Aquífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea do mundo, localizado na região centro-leste da América do Sul, ocupando área de 1,2 milhões de quilômetros quadrados e passando por quatro países: Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Sua maior ocorrência acontece em território brasileiro, abrangendo os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em quase toda a sua extensão, a água do Aquífero está abrigada nas profundidades do solo, mas, em Araraquara ela chega a aflorar na superfície e até expõe a rocha porosa que retém a água e cria este depósito. Por isso, a necessidade de proteção de poluição causada por agrotóxicos, combustíveis que vazam de postos e óleos como resultado de dejetos de indústria, além da grave poluição causada por lixões e aterros, e toda a poluição deixada na natureza pelo homem.

De acordo com Ademir Palhares, coordenador de projetos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, 90% da cidade de Araraquara estão em cima de rocha Adamantina e de basalto, sendo o restante composto por área de recarga do Aquífero Guarani.

Por esse motivo, para que haja a inclusão correta de dados sobre o Aquífero no Plano Diretor, a comissão considerou incompleta a demarcação feita até o momento. Além disso, serão estudadas também as formas de adequação de empresas instaladas no município para que sejam controlados os índices de poluição. Mesmo que ainda não tenham sido registrados dados concretos sobre contaminação (diferentemente de Ribeirão Preto, por exemplo).

Os resultados de pesquisa e a nova demarcação proposta pelo grupo formado pelos vereadores Chediek e Lucas Grecco, além de representantes de instituições envolvidas no assunto como DAAE, Cetesb e DAEE deverão ficar prontos dentro dos próximos dias. (Setor de Comunicação Laís Françoso)


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